Cá entre nós
Número 7
Pretendia que nosso
reencontro se desse em um momento de alegria pela regulamentação
da profissão de Arqueólogo. Infelizmente, porém, vivemos momentos
tristes marcados pela tragédia de milhares de pessoas que morreram
nos aviões em que foram brutalmente jogadas de encontro a morte
e nas duas torres de 140 andares do World Trade Center que simbolizavam
o poder desta nova ordem mundial em que vivemos. É a segunda queda do muro de Berlim.
As milhares de mortes
de cidadãos comuns como você e eu, se somam a outros tantos
milhares que morreram e morrem nas guerras diárias, declaradas ou
não, e que sucumbem em meio as explosões, os tiros, a fome e a miséria.
Vivemos a História; e vivemo-la com tal força e intensidade que estamos sendo esbofeteados
por ela.
Não apenas a vislumbramos quando, então, só a percebemos alguns anos depois
já incorporada aos livros didáticos. Não.
A História
se mistura com a nossa respiração, entra por nossos poros,
percorre nosso sangue, abre nossos olhos e se instala em nosso cérebro
e em nossos corações. Não nos esqueçamos da
Palestina e de Israel, de Belfast na Irlanda do Norte, de Angola, do Timor Leste, da Somália, da Etiópia, entre tantos outros; não nos esqueçamos da fome, da miséria, da intolerância racial, religiosa, da opressão econômica, política e, de nossa própria miséria e violência. Lembremo-nos, também, do Afganistão, o segundo país, depois da Somália, que mais sofre com a fome.
A hora é
de reflexão. Somos iguais em nossos medos e em nossa fragilidade.
Vale a pena continuar por este caminho? Não será a hora de
rever os descaminhos da economia e os posicionamentos políticos?
Para que não
nos esqueçamos de nosso próprio passado e para que possamos
avaliar nossas ações no futuro e resgatar nosso presente,
divulgo aqui, dois textos. O primeiro, publicado nos jornais, foi encontrado no bolso de um dos dois jovens encontrados mortos escondidos no trem de pouso de um Airbus vindo da África para a Europa. É uma Carta ao Continente Admirável.
O segundo texto também é uma carta, é a Carta do Novo Mundo. É um resgate de nosso passado situando a questão econômica atual sob seu verdadeiro prisma.
Percam alguns minutos e leiam. Um complementa o outro, cada qual em seu contexto.
Por fim, o terceiro texto, é minha opinião a respeito dos 99%. Este texto foi o editorial do número anterior de Arqueologia em Conexão. Para quem não leu e tiver interesse é a Carta aos 99%.
Finalmente, para quem me acompanhou até o final da página, convido-os para adentrarem ao salão de Arqueologia em Conexão nº 7. Acertou quem pensou me esforcei para lançá-lo antes do Congresso da SAB. Foi isto mesmo, nem que fôsse a dois dias da reunião.
Para finalizar, meus agradecimentos e tenho certeza, que de toda a comunidade de arqueólogos, pelo esforço e empenho da Deputada Laura Carneiro do Rio de Janeiro, no reconhecimento de nossa profissão. Muito obrigada. Valeu!
 Bem vindos ao meu sítio,
     Teresa Cristina de B. Franco