Legenda: Gravações, Pedra do Ingá (PB) / Foto: T. Franco
Legenda: registro arqueológico, sítio Ilhote do Leste (RJ) / Foto: T. Franco
Legenda: sepultamento humano, sítio Ilhote do Leste (RJ) / Foto: T. Franco
A palavra Arqueologia vem do grego ARCHAÎOS (Antigo) + LOGOS (Conhecimento, estudo), ou seja, o estudo do que é antigo. Com o desenvolvimento das ciências humanas, o conceito atual de arqueologia tornou-se mais amplo, podendo ser entendida como sendo a disciplina que estuda as sociedades atuais ou passadas através da cultura material, ou seja, através dos objetos e vestígios materiais, da sociedade estudada.
A arqueologia tem por objetivo a reconstituição das culturas humanas, a partir de teorias, métodos e técnicas específicas. Assim, é a cultura humana que tentamos reconstituir e interpretar.
Mas, afinal, o que é cultura?
São muitas as definições de cultura mas podemos dizer, que é um sistema de regras sociais que envolve conhecimento, costumes, crenças, artes, leis e quaisquer outras capacidades e hábitos que fazem parte de uma sociedade. Ela é transmitida de uma geração para a outra.
Devemos ter sempre em mente, que não existe apenas uma cultura, mas sim culturas. Cada povo, cada nação tem a sua cultura, que deve ser compreendida e respeitada por cada um de nós.
Que tal fazer uma pesquisa, e procurar outras definições de cultura?
É o período mais antigo da História da humanidade. Este termo foi usado pela primeira vez no século XVIIII para designar a história do desenvolvimento do homem antes do aparecimento da escrita. Ela começa quando surgem os primeiros hominídeos, que seriam os ancestrais do homem moderno.
Porém, se pensarmos na capacidade de transformar um objeto, adequando-o as suas necessidades de modo a utilizá-lo como uma ferramenta, então teremos uma datação ao redor de 2.5 milhão de anos, que é quando surgem as primeiras pedras lascadas intencionalmente, ou seja, as primeiras manifestações da cultura material.
Como vimos anteriormente, a arqueologia estuda os objetos e vestígios materiais deixados pelo homem; assim, podemos dizer que a arqueologia pré-histórica se inicia neste momento, com o registro das primeiras ferramentas de pedra descobertas em escavações na Etiópia e no Quênia.
Ao longo desse período, o homem evolui fisicamente e obtém sua maior conquista que é o desenvolvimento da cultura. Ele se espalha pelos diferentes continentes e se adapta aos mais diversos ambientes, desenvolve um sistema de crenças e regras sociais. Uma série de transformações vão ocorrendo ao longo desses 4 milhões de anos. Nos últimos 10 mil anos o homem vai aprendendo transformar a natureza, começa a plantar e a criar animais, deixa de ser nômade, isto é, de se deslocar em busca de alimentos, se estabiliza.
A cerca de 3.000 anos no Oriente Próximo, os Sumérios desenvolvem a escrita cuneiforme, dando início ao que se convencionou chamar de período histórico.
Mas, deixemos esta história para uma próxima vez.
A escrita não surge, de repente, do nada. Ela é o resultado do conhecimento acumulado ao longo de milhares de anos pelas sociedades sendo exercitada através, de desenhos e sinais gravados ou pintados nas pedras. Estes símbolos, porém, ainda não se constituíam em um sistema de escrita.
O que se sabe, hoje, é que entre os Sumérios a escrita vai surgir a partir da necessidade de se registrar os bens materiais e as transações comerciais dos templos administrados pelos sacerdotes. A escrita era essencial para a contabilidade do templo. Deveriam ser registrados, por exemplo, quantas ovelhas foram fornecidas a um pastor ou quantos jarros de sementes haviam sido entregues. Esta contabilidade era feita em tabuinhas de argila onde eram traçados caracteres (figuras ou sinais como um jarro, uma cabeça de touro, triângulos) e números.
No início, o desenho de um jarro significava um jarro, porém, estas figuras (ou pictogramas) vão sofrendo alterações ao longo do tempo e se transformam. Os sinais vão sendo simplificados e abreviados e já não podem mais ser reconhecidos como a imagem de um objeto específico. A figura que representa um jarro, por exemplo, já não tem mais semelhança com o desenho de um jarro. Os sinais vão adquirindo significados mais amplos, transformando-se em ideogramas e sendo usados para representar sons (fonogramas), idéias e coisas.
Essas tabuinhas com inscrições são encontradas em diferentes localidades como em Erech, na Suméria e em Jemdet Nasr, em Acade, reforçando a idéia de padronização dos sinais e sugerindo o intercâmbio de conhecimentos.
A escrita deixa de ser apenas uma convenção restrita a um grupo de sacerdotes ela tem que ser ensinada e aprendida, tornando-se um sistema aceito pela sociedade sumeriana como um todo. Surgem então pessoas que têm como função, fazer esse trabalho de anotação e que têm que conhecer o sistema de escrita, são conhecidos como escribas (podemos dizer que são os primeiros funcionários públicos, exercendo funções burocráticas).
Assim, a escrita pictográfica sumeriana do período Uruk, foi reduzida a formas angulares mais conveniente para imprimir nas tabuinhas de argila úmida com o auxílio de um pequeno junco. A escrita cuneiforme, como denominada, foi desenvolvida originariamente para escrever a língua suméria, sendo porém adotada por outros povos como os Acadianos, Eblaitas, Elamitas, Hititas, etc.
Há regiões em que a escrita é introduzida por outros povos e em períodos muito mais recentes como no Brasil em 1.500 A.D. (depois de Cristo) ou na Austrália por volta de 1.788 A.D. Este período em que povos com escrita escrevem sobre povos sem escrita é conhecido como proto-história. São os dominantes, contando a História dos dominados.
Mesopotâmia - também conhecido como Crescente Fértil, o termo é utilizado para designar a região entre os rios Tigre e Eufrates, hoje Iraque.
Mesoamérica - termo proposto para descrever a região entre o México e o restante da América Central.
Criada em: 15/06/1996
Página escrita e construída por: Teresa Cristina de B. Franco (tfranco@painet.com.br)
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